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Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Colossenses 2:16-17 |
Amados,
Tenho me surpreendido com as últimas informações a respeito da fabricação, venda e consumo dos chamados ovos de páscoa. Como tudo no mundo capitalista há uma grande expectativa dos empreendedores ligados ao ramo do chocolate que projetam uma triplicação dos negócios e por conseqüência um aumento significativo em ofertas de empregos temporários e até fixos.
Mas, até aonde a chamada festa da páscoa conserva seus objetivos cristãos?
Em primeiro lugar, é necessário esclarecer que a idéia dos coelhos que botam ovos de chocolate é de origem pagã. Este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos relacionados à deusa da fertilidade e do renascimento da mitologia anglo-saxã. A idéia original no paganismo está relacionada à sorte que uma lebre sacrificada poderia trazer em suas entranhas. Acompanhadas do ritual de previsão do futuro, sacerdotisas pagãs ministravam a tal benção ligada à prosperidade.
Em segundo lugar, a festa da páscoa judaica está relacionada não diretamente a saída do povo judeu do Egito, mas sim ao livramento da praga da morte dos primogênitos, razão esta que levou Faraó a aceitar a saída do povo de Deus de sua servidão que já permanecia 400 anos. A palavra páscoa, original hebraico – “pesah” – significa: pular além da marca, passar por cima ou poupar, desta maneira o cordeiro perfeito proposto por Deus para sacrifício era uma tipologia a respeito da promessa do Messias.
Em terceiro lugar, a festa da páscoa cristã deveria estar relacionada à correta interpretação bíblica da tipologia do livramento do povo judeu da praga da morte dos primogênitos e por conseqüência sua libertação da escravidão de Faraó. Tratando-se de uma sombra, o sacrifício do cordeiro aponta para a mensagem reconhecedora de João Batista que apontou para Jesus e disse: “Eis aí o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” – João 1:29.
Por fim, vale realçar que semelhante ao Natal, a festa da Páscoa além de absorver idéias errôneas e idólatras do paganismo, apagam a memória correta da razão do nascimento e morte de nosso Salvador. Como podemos observar as chamadas datas de feriados religiosos em nosso país não contribuem em nada para o exercício da fé cristã bíblica, além de ser objeto de manipulação para o consumismo e os interesses capitalistas. Cabe a nós, que pela graça de Deus alcançamos a liberdade em Cristo, anunciarmos que Ele é o nosso Cordeiro pascal e que Ele morreu em nosso lugar, como um substituto voluntário para que por meio Dele tenhamos a vida eterna. Amém.
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