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CADA MANHÃ

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O fogo arderá continuamente sobre o altar, não se apagará (Levítico 6.13) é uma das palavras mais conhecidas e amadas do Antigo Testamento.

Nós a relacionamos com nossa vida espiritual e desejamos que ela também seja um fogo que nunca se apaga. Mais do que brasas vivas, queremos ser um altar ardendo em chamas onde há holocausto contínuo.

Todavia, essa passagem é precedida por outra, que mostra claramente o que faz o fogo permanecer aceso. O fogo, pois, sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto... (Levítico 6.12). Neste mundo de micro-ondas e acendedores automáticos de fogões, acreditamos que o fogo espiritual também se acenderá sozinho sempre, mas isto não é bem assim.

A verdade é que não foi o sacerdote quem acendeu o fogo no altar de holocausto que havia na entrada do Tabernáculo. Foi Deus quem o fez. (Levítico 9.24). Deus também acendeu em nossos corações a chama do amor por Ele, da devoção a Ele, do desejo de servi-lo.

No entanto, Ele espera que como sacerdote que somos (1 Pedro 2.5) nos comprometamos a agir todos os dias no sentido de cooperar para que nosso altar esteja sempre aceso.

Era isso que o sacerdote fazia com relação ao altar. Cada manhã ele tirava a cinza, colocava a lenha e oferecia o sacrifício.

Cada manhã é tempo de nos aproximarmos de Deus, tirarmos as cinzas do que ficou para trás e renovar nossos propósitos com o Deus vivo. Biblicamente, parece que a manhã é esse momento especial quando isso deve ser feito.

Pela manhã, ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã, me apresentarei a ti, e vigiarei. (Salmo 5.3)

Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã, louvarei com alegria a tua misericórdia, porquanto tu foste o meu alto refúgio e proteção no dia da minha angústia. (Salmo 59.16)

Antecipei-me à alva da manhã e clamei; esperei na tua palavra. (Salmo 119.147)

Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma (Salmo 43.8)

porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; (Lamentações 3.22, 23)

Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça como discípulo (Isaías 50.4)

E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, [Jesus] saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava. (Marcos 1.35)

Deus nos ensine a trocar nossas manhãs tumultuadas e corridas pela quietude de sua presença.

Eguinaldo Hélio de Souza

Escritor, apologeta e mestre em teologia

Eguinaldo Hélio de Souza

(www.devocionaiseesbocos.wordpress.com)

 

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pr Eguinaldo Hélio de Souza

Teólogo, escritor e apologeta


 

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